Urologista

Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro  -  Urologista  -  CREMERS 36997 RQE 34971

 
• Formado pela Universidade Federal de Rio Grande – FURG.
• Realizou Residência Médica em Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de          Porto Alegre e em Urologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
• É Médico Urologista do corpo clínico dos Hospitais Mãe de Deus, Divina Providência,    Ernesto Dorneles, Blanc e Instituto de Cardiologia de Viamão.
• Realiza atendimentos de seus pacientes nas cidades de Porto Alegre, Canoas,           Viamão e Osório.
 
Graduação e Pós-Graduação
• 2016-2019 – Especialização em Urologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre em Residência Médica aprovada pelo MEC.
• 2014-2016 – Especialização em Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Residência Médica aprovada pelo MEC.
• 2006-2012 – Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG.
 
Títulos e Participações
• Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia - TiSBU
• International Member of the European Urology Association - EAU
• Realizou treinamento em Cirurgia Laparoscópica Urológica no IRCAD - America Latina (Barretos - SP) e Instituto SIMUTEC (Porto Alegre - RS). 
• Prestou serviço militar como oficial médico no Hospital de Aeronáutica de Canoas em 2013.
 
 
 
O QUE FAZ UM UROLOGISTA?
 
Diferenças entre urologista, nefrologista e proctologista
 
É muito comum recebermos pacientes no consultório com queixas de doenças que não competem ao urologista, principalmente aquelas relacionadas às doenças anorretais, como hemorroidas ou sangramentos intestinais. 
A mídia também confunde muito o papel do urologista e do nefrologista no que se refere ao transplante renal. 
Para ajudar nesse sentido, farei uma explicação sucinta da diferença entre essas especialidades, tanto na formação desses profissionais, quanto no campo de atuação dos mesmos.
 
”Pelo fato de o urologista fazer o toque retal, muitas vezes o paciente confunde, achando que doenças nessa região são competência do urologista”
 
Urologista é o especialista que trata as doenças do aparelho urinário masculino e feminino, assim como as doenças do aparelho reprodutor masculino. 
Para isso é necessário passar pela residência de Cirurgia Geral e posteriormente de Urologia. 
É o cirurgião do aparelho urinário e aparelho reprodutor masculino, mas também trata de doenças clínicas. 
Em síntese, no que se refere ao aparelho reprodutor, é para o homem o que o ginecologista é para a mulher.
O nefrologista é o clínico dos rins. 
Nesse contexto, necessita de residência em Clínica Médica e posteriormente em Nefrologia. 
Trata de condições clínicas nas quais não há necessidade de tratamento cirúrgico. 
Na prática diária é o especialista responsável pelas clínicas de hemodiálise, trabalha junto com urologista nos casos de transplante renal, em que o urologista faz o procedimento cirúrgico e o nefrologista, o acompanhamento clínico desses pacientes.
Já o proctologista também é cirurgião, mas somente de doenças do aparelho digestivo, cólon, reto e ânus. 
Para isso, faz inicialmente residência em Cirurgia Geral e posteriormente em Proctologia. 
Trata doenças como hemorroidas, fístulas, sangramentos intestinais, assim como inúmeras doenças inflamatórias do intestino grosso. 
Pelo fato de o urologista fazer o toque retal, muitas vezes o paciente confunde, achando que doenças nessa região são competência do urologista.
Na realidade, o urologista faz o toque retal unicamente para avaliar a próstata, sua consistência e tamanho, entre outros sinais.
Fonte:
http://portaldaurologia.org.br/dicas/diferencas-entre-urologista-nefrologista-e-proctologista
 
 
O que são pedras nos rins?
 
Os Cálculos Urinários ou pedras nos rins são exatamente o que parecem: pequenas pedras que se formam dentro dos rins. Elas se formam quando sais e minerais que normalmente estão na urina se acumulam e endurecem.
Os cálculos renais geralmente são eliminados quando você urina. Mas às vezes eles podem ficar presos na saída. Se isso acontecer, as pedras podem causar:
 
● Dor nas costas, no lado ou na parte inferior do abdome
● Sangue na urina (que pode tornar a urina rosa ou vermelha)
● Náusea ou vômitos
● Dor ao urinar
● A necessidade de urinar com pressa
 
Como sei se tenho pedras nos rins?
Baseados nos seus sintomas, seu médico suspeitará que você tem pedras nos rins, e poderá solicitar um exame de imagem que mostre as pedras.
 
Como as pedras nos rins são tratadas?
O tratamento de cada paciente é um pouco diferente. O tratamento certo para você dependerá de:
 
● O tamanho, tipo e localização da sua pedra
● Quanta dor você tem
● Presença de infecção concomitante
 
Alteração no funcionamento dos rins
 
Se a sua pedra for grande ou causar sintomas graves, talvez você precise ficar no hospital. 
 
Se a sua pedra é pequena e causa apenas sintomas leves, você pode ficar em casa e esperar que ela passe na urina. Se você ficar em casa, além de beber líquidos, pode precisar tomar medicamentos para a dor ou medicamentos que facilitem a passagem da pedra.
 
Pedras que não passam por conta própria podem ser tratadas com:
 
● Uma máquina que usa ondas sonoras para fragmentar pedras em pedaços menores. Isso é chamado de "litotripsia por ondas de choque". Este procedimento não envolve cirurgia, mas pode ser doloroso.
● Um tipo especial de cirurgia que faz pequenos furos na pele. Durante esta cirurgia, o médico passa pequenas ferramentas através dos orifícios e no rim. Então ele ou ela remove a pedra. Isso é chamado de "nefrolitotripsia percutânea".
● Um equipamento fino que entra no sistema urinário pela uretra podendo chegar até o ureter e o rim. Usam-se ferramentas nesse aparelho para quebrar e remover as pedras. Isso é chamado de "ureteroscopia".
 
O que posso fazer para não voltar a ter pedras nos rins?
 
Uma coisa simples que você pode fazer é beber muita água. 
Você também pode precisar alterar o que você come, dependendo do que suas pedras nos rins foram feitas. 
Se assim for, o seu urologista pode dizer quais os alimentos a evitar. Também pode receitar-lhe medicamentos para evitar que tenha outra pedra nos rins.
 
FONTE: https://www.uptodate.com/contents/kidney-stones-in-adults-the-basics?source=topic_page
 
 
Alimentação na prevenção de cálculos renais
 
Vários fatores de risco contribuem para a formação de cálculos renais, que incluem a história familiar, sendo 2,5 vezes maior em indivíduos com antecedentes de casos na família; a idade; a raça; elevação de ácido úrico; índice de massa corporal (IMC) >30Kg/m2, a presença de diabetes mellitus; síndrome metabólica e hábitos alimentares inadequados.
 
Os fatores dietéticos podem ser modificados, especificamente a alimentação, pois a composição da urina está diretamente relacionada com a mesma. A compreensão dos mecanismos fisiológicos e dos fatores de risco é importante para que medidas de prevenção sejam incorporadas pelo paciente no decorrer do tratamento, a fim de modificar a história natural da doença.
 
A terapia nutricional deve incluir medidas de adequação do peso corporal, perda de peso em caso de sobrepeso e obesidade, a implementação de recomendações de hábitos de vida saudáveis, incluindo atividade física e a mudança de hábitos alimentares inadequados, visando à redução do consumo de sódio, gordura saturada e alimentos calóricos e, principalmente, o aumento do consumo de líquidos.
 
As orientações devem ser de fácil compreensão e o profissional de saúde deve procurar esclarecer qual a inter-relação entre o consumo do alimento e a prevenção ou a gênese da formação do cálculo, para que a adesão do paciente, tanto no tratamento clínico e nutricional, alcance os objetivos propostos.
 
Orientações aos pacientes
 
O cálculo renal é muito comum de acontecer. Cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens vão apresentar cálculo renal em algum momento da vida. Seu tratamento nem sempre é fácil. Além disso, as chances de uma pessoa que já teve cálculo renal vir a ter novamente é de cerca de 50% em cinco anos. Por isso, após o tratamento, é muito importante a prevenção da formação de novos cálculos. Para isso, as orientações nutricionais são muito importantes.
 
A formação de cálculos renais pode aumentar em função de alguns fatores nutricionais, tais como: ganho de peso e obesidade, excesso de sal na comida e o consumo reduzido de líquidos, dentre outros. Desta forma, alguns cuidados na alimentação devem ser tomados para evitar a sua formação:
 
# Procure ingerir no mínimo 2 a 3 litros de líquidos por dia:
Tome água, limonada com adoçante e chás de ervas (camomila, erva-doce, cidreira, hortelã) ao natural ou com adoçante. 
Consuma quente ou gelado e de preferência, adicionado de limão. 
Evite adoçar com açúcar, mel ou açúcar mascavo, pois aumenta a quantidade de calorias da bebida. 
Evite refrigerantes ou sucos em pó e artificiais, pois aumentam os riscos de cálculos. 
Prefira os sucos naturais e sem adição de açúcar.
 
Lembre-se: para avaliar se a quantidade de líquidos consumida está adequada, observe a urina, que sempre deve estar clara e límpida. Caso contrário, a quantidade de líquidos ingerida deverá ser aumentada.
 
# Cuidado com o sal!
Use o mínimo de sal possível no preparo dos alimentos e não adicione sal na comida. Prefira temperos naturais de ervas para dar sabor e aroma: orégano, salsinha, cebolinha, limão, coentro, salsão ou outros de sua preferência e evite:
• Azeitonas, bacalhau, salgadinhos, queijos amarelos, temperos e molhos prontos (catchup, mostarda, shoyu, caldos concentrados, molho inglês, sopas de pacote, cubos de caldos de carne e outros), produtos com glutamato monossódico, embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, salame, paio, carne seca);
• Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito, milho, patês, algas, chucrutes, maionese pronta);
• Enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha, seleta de legumes e outros)
• Carnes salgadas (charque, camarão seco, defumados);
• Salgadinhos para aperitivos (batata frita, amendoim salgado, castanhas, chips);
• Bolachas salgadas, recheadas, margarina ou manteiga com sal, requeijão normal ou light.
 
Procure ler os rótulos, pois muitos alimentos industrializados possuem sódio ou glutamato monossódico na composição e não devem ser consumidos.
 
# Frutas - Consuma pelo menos 3 a 4 ao dia:
Dê preferência à laranja, tangerina e melão. 
Consuma limonada e laranjada preparadas com a fruta natural, pois o ácido cítrico contido nestas frutas pode auxiliar a evitar a formação dos cálculos. 
Não use sucos artificiais ou refrigerantes. 
Frutas vermelhas ou sucos de cranberry, framboesa e morango possuem alta concentração de protetores contra infecções.
 
# Legumes cozidos ou crus e verduras de folha devem fazer parte das duas refeições principais (almoço e jantar), pois contém vitaminas, minerais e fibras, auxiliando no bom funcionamento intestinal, na prevenção de doenças e no aumento da resistência do organismo.
 
# Não deixe de consumir leite e seus derivados: 
No geral, não há necessidade de restringir o consumo de cálcio, um tabu que ainda é muito difundido. 
Consuma pelo menos três copos ao dia, desde que sejam desnatados: iogurte light, ao natural, coalhada, queijo branco magro com pouco sal, ricota ou leite desnatado em pó.
Somente reduza a quantidade de leite se for orientado pelo seu médico ou da nutricionista.
 
# Prefira os alimentos integrais aos refinados, pois contém fibras que auxiliam no funcionamento intestinal: 
arroz e macarrão integral, biscoitos e pão integral light (sem adição de açúcar e gordura). 
No entanto, a quantidade destes alimentos deve ser controlada caso necessite perder peso, seguindo a orientação do nutricionista.\
Prepare os alimentos sempre grelhados, assados ou cozidos. 
Evite frituras e empanados, pois são muito calóricos.
 
# Consuma uma porção de carne ou substitutos (peixe, frango sem pele ou ovo), no almoço e jantar, evitando excessos. 
Prefira as carnes magras. 
Evite churrascos, pois contém muita gordura e excesso de sal.
Não utilize suplementos de vitaminas ou minerais, sobretudo a vitamina C sem a prescrição do médico, pois podem propiciar a formação de cálculos.
 
# Evite café, bebidas achocolatadas e chocolate, chá preto, mate ou verde, espinafre, nozes, mariscos e frutos do mar. Estes alimentos contribuem na formação de cálculos, pois
são ricos em oxalato. Portanto, use com moderação.
 
Algumas situações de cálculos de repetição são causadas por alterações específicas e são identificadas pelo urologista, merecendo aí um tratamento individualizado.
 
Além de tudo isso, procure realizar uma atividade física regular, pois auxilia na perda de peso e na manutenção da saúde. Portanto, procure caminhar ou fazer alguma atividade com regularidade.
 
Lembre-se: mantenha-se sempre bem hidratado durante as atividades, pois neste momento pode haver o início de algum cálculo renal devido à falta de água!
 
Seguindo estas orientações, as chances de formação de novos cálculos diminuem de 20 a 70%. Isso é muito importante, pois quem teve cálculo sabe a dor e sofrimento que isto pode causar!
 
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia - SBU
 
 
Tratamento Endoscópico do Cálculo no Ureter
 
Esta cirurgia, denominada ureteroscopia ou, na denominação mais completa, ureterolitotripsia,
tem como objetivo a fragmentação e retirada do cálculo do ureter ou pequenos cálculos, por método endoscópico. 
 
Não há necessidade de incisões ou cortes, pois o procedimento é realizado pelo orifício da uretra, permitindo então acessar as vias urinárias com menor agressividade.
 
Esta cirurgia endoscópica é realizada em centro cirúrgico sob anestesia, que pode ser geral ou regional, dependendo da escolha do anestesista para cada caso.
 
A cirurgia inicia-se pela passagem de equipamento de endoscopia, o ureteroscópio, pela uretra, de onde ele atinge a bexiga e segue em direção ao ureter até a identificação do cálculo ou prossegue até o rim em casos de cálculo renal. 
 
Aparelhos de RX ajudam o cirurgião durante todo o procedimento, com inserção de cateteres, guias e sondas. Uma vez localizada, a pedra é então fragmentada por uma fonte de energia
geralmente mecânica ou laser. Os fragmentos maiores podem então ser retirados com auxílio de pinças ou cestas especiais.
 
Ao final da cirurgia, se houver muita reação inflamatória na região onde se encontrava o cálculo, risco de infecção ou possibilidade de aparecer outros cálculos com frequência, pode
ser necessária a colocação de um cateter chamado duplo J: trata-se de um fino tubo maleável, posicionado dentro do ureter com uma extremidade dentro do rim e outra na bexiga. A função
deste cateter é impedir que haja obstrução do ureter no período pós-operatório. Pode também ser colocada na bexiga, para drenagem de urina nas primeiras horas após o procedimento.
 
O que esperar após este procedimento:
 
Você possivelmente receberá alta nas próximas 24h após o procedimento. Procure ingerir bastante líquido, fazer repouso e seguir a prescrição médica, que geralmente contém analgésicos e, possivelmente, antibióticos.
 
Pela passagem de equipamentos e sondas, pode ocorrer ardência e desconforto para urinar, principalmente nos primeiros dias. A urina pode ficar mais avermelhada pela presença de sangue. Não se assuste, pois isto é comum e deve melhorar espontaneamente.
 
Porém, se você urinar coágulos em maior quantidade, você deve fazer contato com seu médico. Pode também ocorrer dor na região lombar nas primeiras 24-72h devido à passagem dos instrumentos ou presença do cateter duplo J. Procure não fazer força para urinar,
isto pode provocar dor na região lombar. Pacientes mantidos com o cateter duplo J frequentemente se queixam mais, têm maior desconforto para urinar e aumento da frequência das micções. O cateter duplo J é geralmente retirado após algumas semanas em um
procedimento mais simples chamado cistoscopia.
 
Quando devo procurar o médico imediatamente:
 
Entre em contato imediato com seu médico nas seguintes situações: febre no pós-operatório, dor forte que não melhora com analgésicos prescritos, incapacidade de urinar, piora do sangramento com presença de coágulos.
 
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia - SBU
 
 
Nefrolitotripsia percutânea
 
A cirurgia renal percutânea é a forma menos agressiva de tratamento para cálculos renais grandes e que não podem ser tratados adequadamente pela fragmentação com os aparelhos de litotripsia extracorpórea (LECO).
 
No passado, o tratamento cirúrgico dos cálculos renais era realizado por grandes incisões, com longos períodos de recuperação. Hoje, a cirurgia percutânea é realizada através incisão de 1 cm na pele da região dorsal, com recuperação muito mais rápida.
 
Avaliação pré-operatória
 
Alguns exames laboratoriais são importantes no planejamento cirúrgico, como cultura de urina, para identificação de possíveis germes; avaliação da coagulação; hemograma e creatinina. Em alguns casos, é necessário o uso de antibióticos já no período pré-operatório.
 
Medicações que alteram a coagulação, como anticoagulantes e ácido acetilsalicílico, devem ser descontinuados de cinco a sete dias antes da cirurgia.
 
Pacientes cardiopatas ou com mais idade devem ser avaliados pelo cardiologista. Em alguns locais, é realizada avaliação anestésica antes da internação. Deve ser observado o período de jejum antes da cirurgia orientado por seu médico. 
 
Você deverá receber um documento chamado consentimento informado, que trará informações sobre sua cirurgia e riscos inerentes ao ato. Discuta amplamente com seu urologista todos os riscos, benefícios e cuidados pós-operatórios.
 
Cirurgia
 
A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia geral. Inicialmente é colocado um cateter no ureter, utilizando um instrumento chamado cistoscópio. A função deste cateter é a injeção de contraste no rim, o que permitirá identificação do cálculo renal e também a anatomia do órgão. Familiarizado com a anatomia renal do paciente o urologista punciona o rim com uma agulha fina, introduz um fio-guia e dilatadores. Assim, ele poderá finalmente introduzir o nefroscópio, outro endoscópio que, conectado a uma câmera, permite avaliação da
parte interna do rim, localizar o cálculo, fragmentá-lo e retirar os fragmentos com pinças. 
 
Ocasionalmente, o cálculo renal é muito volumoso e, para ser completamente retirado, há necessidade de realização de mais de uma punção no rim. Assim que os fragmentos são retirados, o urologista definirá se há necessidade de drenagens com sondas e cateteres, que são utilizados com muita frequência.
 
O cateter duplo J pode ser utilizado como forma de dreno interno, para impedir que coágulos ou fragmentos de cálculo obstruam o canal do ureter. O paciente recebe alta com o cateter, totalmente implantando dentro do corpo, sem qualquer exteriorização.
 
Outra forma muito comum de drenagem é a sonda de nefrostomia, que é introduzida dentro do rim na área operada, através do pequeno orifício que é feito na região lombar para a realização da cirurgia. Esta sonda é mantida para drenagem de urina, geralmente sanguinolenta nos primeiros dias. Outra sonda é utilizada para drenagem de urina da bexiga.
 
Pós-operatório
 
Como acima mencionado, a presença de sangue na urina no período pós-operatório é rotineira e não deve trazer preocupação, desde que não muito intensa, com coágulos que podem provocar anemia mais grave. A ocorrência de dor na região lombar ao redor da sonda de nefrostomia é muito comum, porém, é bem tratada e controlada com analgésicos usuais. 
 
Náuseas também podem ocorrer. Inicialmente serão oferecidos líquidos e, assim que bem tolerados, a dieta sólida pode ser oferecida.
 
A sonda de nefrostomia geralmente é retirada nos primeiros dias de pós-operatório; com muita frequência há drenagem de urina pela incisão lombar, que pode durar de alguns minutos até alguns dias. Drenagens prolongadas devem ser avaliadas pela possibilidade de obstrução do canal do ureter.
 
A sonda da bexiga também é retirada precocemente e pode haver algum grau de sensação de queimação na uretra durante as micções. A internação geralmente se estende por dois a três
dias. Já em casa, é importante fazer repouso, ingerir líquidos e seguir a prescrição médica que consiste de analgésicos e possivelmente antibióticos. A cicatriz deve ser lavada diariamente nos primeiros dias e coberta com curativo simples, pequeno, enquanto houver qualquer secreção; geralmente após dois dias, o corte já estará seco e não há necessidade de
curativos adicionais.
 
Se for utilizada drenagem interna com cateter duplo J é muito importante que você agende com seu médico a retirada, realizada por novo procedimento endoscópico chamado cistoscopia, realizado sem necessidade de internação hospitalar.
 
Quando devo procurar o médico imediatamente:
 
• Se houver sangramento na urina em maior quantidade, principalmente com a presença de coágulos;
• Se houver vermelhidão, inchaço, dor exagerada ou saída persistente de líquidos pela cicatriz;
• febre;
• urina turva, com forte odor.
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia - SBU